Marcos A. S. Silva Ferraz é um artista nato. Existem talentos que se lapidam e outros que, além da técnica, trazem já sua marca própria. Percebe-se isso quando se perde na percepção e mergulha na emoção dos traços e tessituras, ou seja, a obra fala por si como se fosse a voz do artista.

Graduado em Biologia (1984), recebeu título de Mestre em Biologia Molecular (1988) e de Doctor Rerum Naturae – Doutor em Ciências Naturais (1994) no Instituto Max Planck (Munique). Nunca houve incompatibilidade entre ciência e arte. Muito pelo contrário, as duas foram passo decisivo para uma nova fase e revisão da formação acadêmica, ponto e contraponto de ideias.

Hoje, ele vive na capital federal e atua como professor associado do curso de graduação em Biologia, na Universidade de Brasília (UnB), além de lecionar cursos livres de ilustração científica. É na UnB, uma das principais faculdades do país, que ele fundou o primeiro Núcleo de Ilustração Científica Universitário do Brasil, já em pleno funcionamento e atraindo interessados das mais diversas regiões brasileiras.

Seu trabalho já é reconhecido internacionalmente. Membro de associações internacionais de ilustradores científicos, tal como o Guild of Natural Science Illustrators (GNSI), suas obras estão em coleções particulares espalhadas mundo afora: Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e África do Sul. Entre várias conquistas, destaca-se a passagem por Kew Garden (Inglaterra), quando recebeu o prêmio Margaret Mee.

O professor Marcos também é participante assíduo de várias exposições coletivas e individuais. A mostra dos seus trabalhos é freqüente, e acontece pelo menos uma vez ao ano. E é justamente nessas ocasiões, ao apreciar seus antigos e novos trabalhos, que me surpreendendo quando penso que atingiu o perfeito. É quando percebo que o nome para o seu trabalho é o infinito. Abençoados os que possuem como ele o dom de criar e ensinar, o dom da fazer a obra falar por si.

Rodrigo Elias

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